terça-feira, 18 de novembro de 2008

Não Quero

Não me apetece escrever. Não sei o que fazer às palavras. Podia falar de cogumelos, obviamente, mas não gosto de me recordar de nada que já tenha tido pernas.
A minha missão será aniquilar figuras fictícias de um nazismo natural. Preciso estabelecer um exame que me garanta uma vida individual, isto a que sobrevivo é demasiado decidido por bocas refugiadas.
Chamar-me à janela seria um acto perfeito e inútil. Como se recomenda. Tão não intelectual que até os ateus das Terras Longe se entusiasmariam com a minha ousadia. Se alguém me fornecer uma câmara fotográfica com duas objectivas, poderia deliciar-me a tirar fotos subjectivas.
Queria uma moldura da idade das cavernas. Naquele tempo, já haviam góticas que dançavam à volta da Lua. O Diabo não aparecia muito, os Sabbaths eram feitos à mão.
Métodos artesanais! Que saudade! Agora só temos igrejas e para ser sincero, falta-lhes cor.
Como podem ver, não tenho nada a dizer. Isto porque não me apetece, definitivamente, escrever.

1 comentário:

Carlos Pinto Vinagre disse...
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